Fabio Balen | ARTISTA
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ARTISTA

 

O Artista.

Fábio Balen é um artista gaúcho de 43 anos que trouxe renovação ao mundo artístico. Depois de 10 anos na Europa, Balen teve uma ascensão no mercado da arte nacional. Ampliando a percepção do próprio papel como artista plástico, Balen adquiriu confiança para despejar em seu trabalho a expressão de pensamentos e ideais, que representam toda sua geração. Cores e formas são duas das principais maneiras que temos para nos relacionar com o mundo. Saber utilizá-las de maneira plástica é, sem dúvida, um dos segredos da arte, ainda mais quando se deseja ter o trabalho reconhecido pelos mais diversos públicos. O pintor Fábio Luz Balen se vale desses dois recursos para obter um efeito plástico que gera grande impacto pela utilização de cores vibrantes, que encantam o observador logo na primeira visão do seu trabalho. Posteriormente, os interessados na pintura propriamente dita, entendendo esta como o fazer artístico próprio de cada criador, podem verificar as soluções técnicas atingidas. Nascido em Caxias do Sul, em 10 de março de 1962, Balen é o resultado de um processo que inclui o estudo dos pintores renascentistas e do cubismo e da técnica que desenvolveu ao longo de sua carreira, em grande parte após ter viajado para a Europa, em 1990. Ali, estudou arte clássica e pintura em Florença, Itália, mas, ao retornar ao Brasil, em 1996, a grande marca que o Velho Continente lhe deixou foram as cores vistas e aprendidas na Catalunha, Espanha, berço de mestres como Miró e Picasso, onde o vermelho e o amarelo falam mais alto. Muitas das cores que Balen utiliza provêm, portanto, da arte ibérica e do seu esplendor na forma de explorar as potencialidades de cada pigmento. Incentivado pela mãe, também artista plástica, ele realizou a sua primeira exposição individual na cidade natal em 1997. Formado em Direito, profissão que nunca exerceu, atinge, em suas pinturas, a sensação de alegria pela maneira como desenvolve seus temas. O uso de formas arredondadas e a combinação de cores quentes e de grande intensidade resulta na sensação de leveza que os quadros transmitem. O elemento lúdico se faz
presente de maneira muito forte, o que leva muitos a realizarem comparações entre o seu trabalho e o do artista plástico Romero Britto. Talvez a maior diferença entre os dois esteja na matriz intrínseca da obra de ambos. O artista pernambucano segue os caminhos da pop art, radicando-se em Miami e vivendo imerso na cultura norte-americana, enquanto o pintor gaúcho tem a sua raiz no desenho e se alimenta, em boa parte, das cores oriundas de explosões arquitetônicas, como a obra de Gaudí.
Balen dá equilíbrio ao seu trabalho pelo senso de imposição que foi depurando ao longo da carreira, enquanto o equilíbrio provém do uso da técnica pictórica, como a
busca da simetria mais adequada em cada tela. Nesse processo, vale-se dos estudos realizados de arte acadêmica e do recurso gráfico de utilizar contornos pretos para realçar as cores. Colecionador de brinquedos antigos raros, o artista integra plenamente esse ludismo ao seu trabalho, oferecendo variadas visões de diversos temas, como gatos, músicos de jazz, equilibristas, dançarinas de cabaret, moinhos de vento e máquinas voadoras. O artista divide o seu trabalho em pinturas, esculturas e releituras. Desses três universos, o das releituras surge como mais interessante em termos de uma visão diacrônica da história da arte. É possível, por meio das pinturas de Balen, revisitar artistas do passado e verificar como ele retoma temas e composições dentro de sua estética. A arte de Fabio Balen alegra pelo uso sábio da cor. Há, em cada trabalho, o uso de um trabalho plástico que, dominados pelo criador, geram o sentimento de leveza e, acima de tudo, de um jogo plástico ao qual não se fica imune. A reação do público é geralmente de surpresa, encantamento e admiração. Não é pouco, principalmente quando se revisita o passado com criatividade.  Fonte(s): www.artcanal.com.br

 

Histórico do Artista.

A carreira artística de Fábio Balen iniciou de forma curiosa. Natural de Caxias do Sul, se formou em Direito e partiu rumo a Florença, na Itália, em busca de especialização em sua área. Porém, se encantou com a riqueza cultural do País, e mudou radicalmente sua trajetória profissional. Estudou em conceituadas escolas de arte, como o Centro de Artes Lorenzo di Médici e na Scuola Leonardo di Ristorazione e Pintura, além das respeitadas Kunstakademie – Duesseldorf e Vrij Tekenacademie, em Amsterdã, Holanda. Com 42 anos, Balen – que hoje reside em Caxias do Sul com a esposa holandesa – começou a expor individualmente em 1996, quando montou ateliê na serra gaúcha. Balen tem se destacado na imprensa internacional. Em sua passagem pela Europa, críticos de Barcelona e Holanda elogiaram o artista plástico. O Jornal holandês deu grande destaque a sua mostra e valorizou a força de seus traços. Na Espanha, a BTV, de Barcelona, igualou Balen a artistas da Catalunha, berço de mestres da arte contemporânea como Picasso, Gaudí, Dalí e Miró. Não só pelo técnica atrevida e colorida, mas também por demonstrar extremo requinte no traço e na composição de suas obras, impressionou pelo profundo conhecimento do movimento romântico, presente na maioria de seus quadros. De acordo com alguns críticos, o conjunto desses fatores torna Balen um “Poeta Pintor”, característica que chamou a atenção do publico europeu. Hoje, é um artista reconhecido por harmonizar cores e formas definidas em acrílico sobre tela. A tradução do lúdico e a exaltação a alegria referenciam sua obra, que são agradáveis aos olhos e inspiradas no movimento do pop arte.

 

A Alegria das Cores. (por Oscar D’ambrósio* )

Cores e formas são duas das principais maneiras que temos para nos relacionar com o mundo. Saber utilizá-las de maneira plástica é, sem dúvida, um dos segredos da arte, ainda mais quando se deseja ter o trabalho reconhecido pelos mais diversos públicos. O pintor Fábio Luz Balen se vale desses dois recursos para obter um efeito plástico que gera grande impacto pela utilização de cores vibrantes, que encantam o observador logo na primeira visão do seu trabalho. Posteriormente, os interessados na pintura propriamente dita, entendendo esta como o fazer artístico próprio de cada criador, podem verificar as soluções técnicas atingidas. Nascido em Caxias do Sul, em 10 de março de 1962, Balen é o resultado de um processo que inclui o estudo dos pintores renascentistas e do cubismo e da técnica que desenvolveu ao longo de sua carreira, em grande parte após ter viajado para a Europa, em 1990. Ali, estudou arte clássica e pintura em Florença, Itália, mas, ao retornar ao Brasil, em 1996, a grande marca que o Velho Continente lhe deixou foram as cores vistas e aprendidas na Catalunha, Espanha, berço de mestres como Miró e Picasso, onde o vermelho e o amarelo falam mais alto. Muitas das cores que Balen utiliza provêm, portanto, da arte ibérica e do seu esplendor na forma de explorar as potencialidades de cada pigmento. Incentivado pela mãe, também artista plástica, ele realizou a sua primeira exposição individual na cidade natal em 1997. Formado em Direito, profissão que nunca exerceu, atinge, em suas pinturas, a sensação de alegria pela maneira como desenvolve seus temas. O uso de formas arredondadas e a combinação de cores quentes e de grande intensidade resulta na sensação de leveza que os quadros transmitem. O elemento lúdico se faz presente de maneira muito forte, o que leva muitos a realizarem comparações entre o seu trabalho e o do artista plástico Romero Britto. Talvez a maior diferença entre os dois esteja na matriz intrínseca da obra de ambos. O artista pernambucano segue os caminhos da pop art, radicando-se em Miami e vivendo imerso na cultura norte-americana, enquanto o pintor gaúcho tem a sua raiz no desenho e se alimenta, em boa parte, das cores oriundas de explosões arquitetônicas, como a obra de Gaudí. Balen dá equilíbrio ao seu trabalho pelo senso de composição que foi depurando ao longo da carreira, enquanto o equilíbrio provém do uso da técnica pictórica, como a busca da simetria mais adequada em cada tela. Nesse processo, vale-se dos estudos realizados de arte acadêmica e do recurso gráfico de utilizar contornos pretos para realçar as cores. Colecionador de brinquedos antigos raros, o artista integra plenamente esse ludismo ao seu trabalho, oferecendo variadas visões de diversos temas, como gatos, músicos de jazz, equilibristas, dançarinas de cabaret, moinhos de vento e máquinas voadoras. O artista divide o seu trabalho em pinturas, esculturas e releituras. Desses três universos, o das releituras surge como mais interessante em termos de uma visão diacrônica da história da arte. É possível, por meio das pinturas de Balen, revisitar artistas do passado e verificar como ele retoma temas e composições dentro de sua estética. A arte de Fabio Balen alegra pelo uso sábio da cor. Há, em cada trabalho, o uso de um trabalho plástico que, dominados pelo criador, geram o sentimento de leveza e, acima de tudo, de um jogo plástico ao qual não se fica imune. A reação do público é geralmente de surpresa, encantamento e admiração. Não é pouco, principalmente quando se revisita o passado com criatividade.

 

*Oscar D’Ambrosio, jornalista, mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil) e é autor, entre outros, de Contando a Arte de Peticov (Noovha América) e Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor Naïf Waldomiro de Deus (Editora Unesp e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo).